
senador Flávio Bolsonaro (PL) deve seguir o presidente Lula (PT) e não participar do debate entre candidatos à Presidência da República, programado para o próximo domingo, 23 de agosto.
“Vamos fazer todos os debates que o Lula participar. Ele só irá com o Lula. Com todo respeito aos outros candidatos”, disse o coordenador político da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), na terça-feira, 18.
Integrantes da campanha do petista afirmaram ao Estadão que ele não iria comparecer ao debate presidencial em razão dos convites feitos ao ex-governador Romeu Zema (Novo) e a Renan Santos (Missão).
A legislação eleitoral não obriga a emissora a convidar os dois candidatos.
Pelas regras, é obrigatório convidar para o debate os candidatos de partidos que tenham pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional. O cálculo considera os parlamentares eleitos em 2022, e a migração de deputados e senadores durante a janela eleitoral é desconsiderada.
“Vou aonde o Lula estiver”
Em 11 de agosto, Flávio afirmou que só irá aos debates caso o presidente Lula (PT) também esteja presente.
A declaração foi dada em uma coletiva no QG de campanha do candidato, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
“Já foi falado. Eu vou aonde o Lula estiver. Quem deve explicações ao Brasil é o Lula e meu debate é com ele e meus questionamentos são para ele”, disse.
Aliados de Flávio avaliam que, sem a participação do petista, ele ficaria vulnerável aos ataques dos demais candidatos da chamada “terceira via” – Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Além disso, outro ponto que vem sendo avaliado pela campanha é que Flávio estaria muito próximo de conseguir uma vaga no segundo turno contra Lula e que deixá-lo exposto às críticas dos demais candidatos poderia comprometer essa margem de segurança.
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