terça-feira, 27 de outubro de 2026

Estudante é denunciado por falsificar documento 3 vezes para entrar na UFU

Estudante é denunciado por falsificar documento 3 vezes para entrar na UFU

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou um estudante que falsificou históricos escolares para tentar conseguir uma vaga no curso de Enfermagem da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais. O caso ocorreu em janeiro de 2022, durante o processo de matrícula do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Segundo a denúncia, o candidato foi convocado pela lista de espera e apresentou um histórico escolar com notas insuficientes em disciplinas como Língua Portuguesa e Sociologia, além de inconsistências nos períodos letivos.

Após ser notificado para regularizar a documentação, ele enviou novos arquivos com notas alteradas e anos escolares modificados. A equipe da UFU identificou que os documentos mantinham os mesmos códigos de barras e a posição das assinaturas do primeiro arquivo.

Mesmo após receber um novo prazo, o estudante apresentou um terceiro histórico falso. Ao consultar a escola responsável, a universidade foi informada de que ele havia sido reprovado no terceiro ano do ensino médio e de que a instituição nunca havia emitido os documentos alterados.

Durante interrogatório da Polícia Federal (PF), o investigado confessou ter editado os arquivos digitalmente para tentar conseguir a vaga.

O MPF o denunciou por uso de documento público falso e considerou a continuidade delitiva, aplicada quando crimes da mesma espécie são cometidos em sequência e em condições semelhantes.

Antes da denúncia, o MPF havia firmado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o estudante. Ele se comprometeu a prestar serviços comunitários por seis meses, durante sete horas semanais, e a concluir o ensino médio em até seis meses.

Como as condições foram descumpridas e o investigado não se manifestou após ser notificado pessoalmente, o acordo foi cancelado, e o MPF deu prosseguimento à denúncia. O estudante ainda não foi condenado. Com informações do Metrópoles.

Gases de efeito estufa batem novo recorde e ampliam aquecimento global, alerta ONU

Gases de efeito estufa batem novo recorde e ampliam aquecimento global, alerta ONU

As concentrações de gases do efeito estufa na atmosfera atingiram novos recordes em 2025, aumentando a quantidade de calor retida no planeta e contribuindo para a intensificação do aquecimento global, aponta um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado nesta terça-feira (27).

De acordo com a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), a concentração média global de dióxido de carbono (CO2), principal gás responsável pelo aquecimento global causado pelas atividades humanas, chegou a 426,8 partes por milhão (ppm) em 2025, o equivalente a 153% do nível registrado na era pré-industrial, em 1750.

Isso significa que, para cada milhão de moléculas de ar na atmosfera, aproximadamente 427 eram de dióxido de carbono.

O resultado também representa um aumento de 53% em relação ao período anterior à industrialização.

Em comparação com 2024, a concentração de CO2 aumentou 2,8 ppm. Embora o crescimento tenha sido menor do que o registrado no ano anterior, o volume continua acima da média observada nas últimas décadas.

Segundo a OMM, o ritmo de crescimento da concentração de CO2 na atmosfera triplicou desde a década de 1960.

Naquele período, o aumento médio era de 0,8 ppm por ano. Entre 2011 e 2020, passou para 2,4 ppm anuais.

Quando a agência começou a publicar seu boletim anual sobre gases de efeito estufa, em 2004, a concentração média global de CO2 era de 377,5 ppm.

"Mais um ano, mais um novo recorde. Os gases de efeito estufa estão retendo uma quantidade sem precedentes de calor na atmosfera, fornecendo energia para fenômenos meteorológicos mais extremos e aumentando os riscos para nossas economias e sociedades", afirmou a vice-secretária-geral da OMM, Ko Barrett.

"Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados, e essa tendência deve continuar. O CO2 permanece na atmosfera por muito tempo e, por isso, afetará o clima global não apenas durante anos, mas por décadas e até séculos", acrescentou.

O relatório também aponta que as concentrações dos outros dois principais gases de efeito estufa de longa duração, o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O), alcançaram níveis sem precedentes.

O metano atingiu uma concentração média global de 1.948 partes por bilhão (ppb) em 2025, equivalente a 267% do nível pré-industrial. Isso representa um aumento de 167% em relação a 1750.

O gás responde por aproximadamente 16% do efeito de aquecimento provocado pelos gases de efeito estufa de longa duração.

Cerca de 65% das emissões de metano têm origem em atividades humanas, como a criação de gado, o cultivo de arroz, a exploração de combustíveis fósseis, os aterros sanitários e a queima de vegetação. Os outros 35% vêm de fontes naturais, como áreas alagadas.

Já o óxido nitroso, terceiro principal gás de efeito estufa de longa duração, alcançou uma concentração média de 339,1 ppb em 2025, equivalente a 126% do nível de 1750, ou 26% acima do registrado naquele período.

O gás é liberado tanto por processos naturais quanto por atividades humanas, principalmente pelo uso de fertilizantes na agricultura, pela queima de vegetação e por determinados processos industriais.

Segundo a OMM, o aumento contínuo das concentrações desses gases significa que a atmosfera está retendo cada vez mais calor.

Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) mostram que, entre 1990 e 2025, o efeito de aquecimento provocado pelos gases de efeito estufa de longa duração aumentou 56%. O CO2 foi responsável por aproximadamente 81% desse crescimento.

A agência ressalta que os números apresentados no relatório representam a quantidade de gases acumulados na atmosfera, e não o volume emitido apenas durante o último ano.

Isso ocorre porque aproximadamente metade do CO2 liberado anualmente permanece na atmosfera, enquanto o restante é absorvido pelos oceanos e pelos ecossistemas terrestres, como as florestas.

A capacidade desses ambientes de retirar carbono do ar, porém, pode variar conforme as condições climáticas.

Segundo a OMM, o crescimento mais moderado da concentração de CO2 entre 2024 e 2025 está relacionado à recuperação da capacidade de absorção de carbono pelos ecossistemas terrestres e à redução das emissões provocadas por incêndios florestais.

Nos dois anos anteriores, o fenômeno El Niño havia contribuído para condições mais secas, prejudicando a vegetação e favorecendo a ocorrência de incêndios.

"O crescimento mais moderado entre 2024 e 2025 reflete a recuperação da capacidade de absorção de carbono pelos ecossistemas terrestres e a redução das emissões provocadas por incêndios em 2025, após o forte El Niño de 2023 e 2024", explicou Oksana Tarasova, cientista da OMM.

Apesar dessa redução no ritmo de crescimento, a especialista alerta que a quantidade de carbono acumulada na atmosfera continua aumentando.

"Um aumento anual de 2,8 ppm ainda representa uma quantidade significativa de carbono adicionada à atmosfera pela queima de combustíveis fósseis", afirmou.

A OMM também prevê que as concentrações de CO2 continuarão aumentando em 2026, impulsionadas pelo uso de combustíveis fósseis e pelo desenvolvimento de um El Niño intenso, que pode novamente prejudicar a capacidade de absorção de carbono pela vegetação.

A agência alerta ainda que as mudanças climáticas podem reduzir a capacidade dos oceanos de absorver CO2, fazendo com que uma parcela maior das emissões permaneça na atmosfera. Com informações do G1.

Estudos revelam avanços no tratamento de câncer de pulmão e melanoma

Estudos revelam avanços no tratamento de câncer de pulmão e melanoma

Em um estudo internacional que poderá mudar a prática clínica, pesquisadores da NYU Langone Health e do Perlmutter Cancer Center, nos Estados Unidos, anunciaram uma molécula que reduziu em 41% o risco de progressão do câncer de endométrio, um dos mais comuns do sistema reprodutivo feminino. Esses tumores estão se tornando mais letais e há poucas opções de tratamento: até agora, não existem terapias padronizadas para prevenir ou retardar a recorrência da doença. O resultado foi apresentado nesta segunda-feira (26/10) no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (Esmo), em Madri, na Espanha.

O estudo de fase 3, uma das últimas antes de um medicamento estar pronto para aprovação, envolveu mais de 700 voluntárias que haviam sido tratadas com sucesso com o pembrolizumabe, medicamento que ajuda o sistema imunológico a atacar as células cancerígenas. Elas foram divididas em dois grupos: metade recebeu a nova substância e a outra metade ficou com a quimioterapia padrão.

A molécula, chamada sac-TMT, também reduziu em 32% o risco de morte. Ela se liga à superfície das células tumorais e, uma vez no interior celular, libera uma dose de uma substância química que promove a morte das estruturas doentes, sem prejudicar os tecidos saudáveis. Além da apresentação no congresso, o estudo foi publicado, ontem, na revista The Lancet.

"Nosso estudo oferece uma esperança muito necessária para mulheres em todo o mundo que vivem com câncer de endométrio, cuja incidência e mortalidade estão aumentando", disse, em nota, a coinvestigadora do estudo, Michelle Lightfoot, professora assistente da NYU Grossman School of Medicine e oncologista ginecológica do Perlmutter Cancer Center. Segundo a médica, as taxas de mortalidade da doença estão aumentando, o que pode ser atribuído a subtipos altamente agressivos.

"Esses resultados positivos do primeiro estudo de fase 3 com sac-TMT após imunoterapia estabelecem esse medicamento como um novo tratamento padrão para câncer endometrial recorrente", avalia a líder do estudo, Bhavana Pothuri, do NYU Grossman School of Medicine. "As diretrizes clínicas para o câncer de endométrio precisarão ser reavaliadas para incorporar o sac-TMT", afirmou.

Entusiasmo

No fim de semana, estudos apresentados no congresso da Esmo foram recebidos com entusiasmo pela comunidade médica. Um deles chegou a ser aplaudido no domingo, durante a sessão plenária, onde são discutidas as pesquisas mais promissoras. Trata-se de uma combinação de dois medicamentos que agem no sistema imunológico que aumentou significativamente a sobrevida de pacientes com a forma mais agressiva de câncer de pulmão, o de pequenas células em estágio avançado.

A fase 3 do estudo incluiu 563 pacientes que haviam recebido a quimioterapia padrão e um imunoterápico e não tiveram progressão da doença. Eles foram divididos em dois grupos: um recebeu a associação das substâncias tarlatamabe e durvalumabe, enquanto o outro foi tratado com a segunda molécula, isolada. Em média, os voluntários foram acompanhados por 16 meses.

No primeiro grupo, a mortalidade foi 58% menor. Em média, os pacientes tratados com a dupla abordagem viveram 21,1 meses no período de acompanhamento, contra 12,7 meses. Além da melhora na sobrevida global, após um ano, 79,4% dos participantes que receberam a combinação de moléculas estavam vivos, em comparação com 53,3%.

"O que chama a atenção nesse estudo é o benefício observado ao acrescentar uma segunda imunoterapia ao tratamento. Estamos falando de uma doença agressiva, para a qual ainda precisamos ampliar as alternativas capazes de prolongar a vida dos pacientes", comenta Raphael Parmeggiani, vice-presidente de Assuntos Científicos em Oncologia da América Latina da Centogene. "Os resultados mostram uma diferença importante na sobrevida global e também no controle da doença, trazendo uma perspectiva relevante para o tratamento do câncer de pulmão de pequenas células."

O benefício também foi observado no controle do câncer. A mediana de sobrevida livre de progressão — indicador que mede o período em que a doença não avança ou na ausência de óbito — foi de 7,4 meses com a combinação, contra 1,9 mês com durvalumabe isolado. Isso representa uma redução de 66%. "A apresentação na sessão presidencial da Esmo demonstra a relevância que a comunidade científica atribui a esses resultados", avalia Parmeggiani. "É um reconhecimento importante para uma pesquisa que traz evidências de que a combinação pode ampliar os benefícios da imunoterapia em uma doença que continua sendo um grande desafio para a oncologia."

Combinação para melanoma é eficaz

Apresentado no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (Esmo), em Madri, na Espanha, o estudo de fase 3 INTerpath-001m foi considerado um dos destaques do evento, no sábado. A adição de uma vacina personalizada baseada em mRNA à imunoterapia após cirurgia para melanoma de alto risco reduziu o risco de recorrência ou morte em 42%. "Os dados representam um grande avanço para o tratamento adjuvante do melanoma em estágios II e III; a redução do risco de recidiva é clinicamente significativa e, do ponto de vista dos efeitos colaterais, a combinação foi muito bem tolerada", afirmou James Larkin, copresidente científico do evento, que não participou do estudo.

Atualmente, a imunoterapia é o tratamento padrão após a cirurgia para melanoma de alto risco, mas muitos pacientes ainda sofrem recidiva. Para evitar a volta da doença, os pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, apostaram em uma abordagem diferente de estudos anteriores. O tumor de cada paciente é sequenciado para identificar antígenos — proteínas anormais específicas daquele câncer. Até 34 são codificados no mRNA para ajudar o sistema imunológico a reconhecer e atacar todas as células cancerígenas remanescentes.

O ensaio foi realizado com 1.137 adultos, divididos em dois grupos. Em dois anos, 82,2% dos pacientes que receberam a combinação estavam vivos e sem recorrência, em comparação com 70% dos tratados com pembrolizumabe isoladamente. A abordagem dupla também reduziu o risco de metástase ou morte em 38%. "Os resultados são muito impressionantes", acredita Alan Melcher, professor de imunoterapia do Instituto de Pesquisa do Câncer de Londres, no Reino Unido. "O que é particularmente empolgante aqui é que esta vacina é personalizada, usando informações do tumor de cada paciente para identificar alvos específicos para o seu câncer. Essencialmente, ela treina o sistema imunológico para reconhecer essas células cancerígenas como uma ameaça e atacá-las, enquanto o pembrolizumabe ajuda a liberar os freios da resposta imunológica."

Novidades para câncer colorretal

Dois estudos apresentados no congresso da Sociedade Europeia de Medicina Oncológica (ESMO), realizado em Madri, na Espanha, apontaram avanços no tratamento do câncer colorretal, um dos tumores mais frequentes no Brasil. Os resultados envolvem uma terapia experimental direcionada à mutação do gene KRAS e o acompanhamento de longo prazo de pacientes tratados com uma combinação de imunoterápicos.

No estudo de fase 1 QTX3034, uma droga experimental associada ao cetuximabe e à quimioterapia demonstrou atividade contra tumores avançados com a mutação KRAS G12D. Entre os participantes, a taxa de controle da doença chegou a 79%, incluindo pacientes que tiveram redução tumoral ou estabilização do câncer.

As mutações no gene KRAS estão presentes em quase metade dos casos de câncer colorretal e estimulam a multiplicação descontrolada das células tumorais. Por mais de quatro décadas, a proteína foi considerada impossível de ser atingida com medicamentos.

Outro destaque do congresso foram os resultados do estudo de fase 3 CheckMate 8HW, que avaliou a combinação dos imunoterápicos nivolumabe e ipilimumabe em pacientes com câncer colorretal avançado. Após cinco anos, a associação reduziu em 39% o risco de morte em comparação ao uso isolado de nivolumabe.

A sobrevida estimada em cinco anos foi de 74% entre os pacientes que receberam os dois medicamentos, contra 62% no grupo tratado apenas com nivolumabe. O estudo incluiu 582 participantes cujos tumores apresentavam alterações genéticas conhecidas como MSI-H/dMMR, relacionadas à instabilidade de microssatélites e à deficiência no reparo de erros do DNA.

Essas características podem tornar as células cancerígenas mais suscetíveis à ação do sistema imunológico, favorecendo a resposta aos imunoterápicos. "A divulgação dos resultados foi importante para mostrar a ação do medicamento em cinco anos numa população que tem uma alteração genética muito específica e sensível à imunoterapia", avalia a oncologista Maria Ignez Bragiroli, da Oncologia D'Or. (PO)

Superando a resistência

"A Esmo 2026 trouxe avanços importantes em diferentes tipos de câncer, com destaque para tratamentos personalizados e novas formas de mobilizar o sistema imunológico. No melanoma, o estudo INTerpath-001 foi um dos mais marcantes. Uma vacina de RNA mensageiro, produzida a partir das características do tumor de cada paciente, foi associada ao pembrolizumabe após a cirurgia. A combinação reduziu em 42% o risco de recidiva ou morte em comparação com a imunoterapia isolada. É um avanço importante para as vacinas terapêuticas personalizadas, embora ainda seja necessário acompanhar os resultados de sobrevida. No câncer de pulmão de pequenas células, uma doença agressiva que passou décadas com poucas opções, o DeLLphi-305 mostrou um resultado expressivo: acrescentar tarlatamabe ao durvalumabe na manutenção, após o tratamento inicial, reduziu em 58% o risco de morte. A sobrevida mediana, contada a partir dessa etapa, passou de aproximadamente 13 para 21 meses. Minha avaliação dos dados apresentados é que estamos avançando na capacidade de escolher o tratamento pelas características de cada tumor e de superar mecanismos de resistência. O próximo desafio é transformar esses resultados em cuidado acessível, com seleção adequada dos pacientes e manejo seguro dos efeitos adversos",

Mariana Laloni, oncologista clínica e diretora médica técnica da Oncoclínicas&Co

Com informações do Correio Braziliense.

“New York Times” diz que Trump deveria ficar fora da política brasileira

“New York Times” diz que Trump deveria ficar fora da política brasileira

O conselho editorial do jornal americano The New York Times afirmou em texto publicado no domingo (25), dia do segundo turno, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deveria ficar fora da política brasileira. Intitulado “Trump should stay out of Brazilian politics”, o editorial saiu antes da confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi reeleito com 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% de Flávio Bolsonaro (PL).

O que diz o editorial

Segundo o jornal, Trump evitou declarar apoio formal a Flávio, mas decisões do governo americano equivalem, na prática, a um endosso. O texto cita a tarifa de 50% imposta em 2025 sobre a maioria das importações brasileiras e as sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a esposa dele, que presidiu o julgamento de Jair Bolsonaro. O editorial descreve as medidas como uma tentativa de manter o ex-presidente fora da prisão e afirma que “as tarifas enfraqueceram a economia brasileira”.

Para o jornal, “a interferência externa nas eleições de um Estado democrático é antidemocrática”. O editorial reconhece que não é possível medir com precisão o efeito da pressão de Trump sobre a eleição. Afirma ainda que o episódio rompe uma tradição recente de respeito aos processos eleitorais na América Latina e relembra intervenções americanas na região durante a Guerra Fria. Com informações dop Diário do Poder.

Zeca vistoria obras da Base do SAMU e apresenta novas ambulâncias para Arcoverde

Zeca vistoria obras da Base do SAMU e apresenta novas ambulâncias para Arcoverde

O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, vistoriou as obras de construção da Base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que já apresentam estágio avançado e devem ser concluídas para entrega à população em breve. A implantação do serviço representa um passo importante para o município, que aguarda há mais de 12 anos pela chegada do atendimento móvel de urgência.

Durante a visita, o prefeito também apresentou as duas ambulâncias que vão integrar a estrutura do SAMU: uma Unidade de Suporte Avançado, equipada como UTI móvel, e uma Unidade de Suporte Básico. Os veículos serão utilizados no atendimento de ocorrências de urgência e emergência, ampliando a capacidade de resposta da rede municipal de saúde.

“Estamos trabalhando para tirar do papel uma espera de mais de 12 anos. A Base do SAMU está avançando, e hoje também apresentamos as duas ambulâncias que vão cuidar da nossa gente: uma UTI móvel completa e uma unidade básica. É mais estrutura, mais agilidade e mais segurança para quem precisar de socorro. Nosso compromisso é colocar esse serviço em funcionamento e garantir um atendimento digno, humanizado e preparado para salvar vidas”, destacou Zeca Cavalcanti.

Para viabilizar a implantação do SAMU, a Prefeitura também encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que foi aprovado pelos parlamentares, autorizando a realização de seleção pública para a formação das equipes que atuarão no serviço.

A previsão é contemplar profissionais de diferentes áreas, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e condutores socorristas, categorias fundamentais para o funcionamento das unidades e a prestação da assistência pré-hospitalar. A formação das equipes e a organização operacional integram as etapas necessárias para que o serviço comece a atender a população.

O SAMU realiza atendimento pré-hospitalar móvel em situações de urgência e emergência de natureza clínica, cirúrgica, traumática e psiquiátrica. O serviço busca prestar assistência precoce, reduzir o risco de agravamento dos quadros, minimizar o sofrimento e prevenir sequelas e mortes.

O atendimento é gratuito, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e poderá ser acionado pelo número 192. A assistência ocorre por meio de orientações e, conforme a avaliação da Central de Regulação das Urgências, do envio de equipes e veículos preparados para cada situação.

Com o avanço das obras, a apresentação das ambulâncias e a autorização para seleção das equipes, Arcoverde se aproxima da implantação de um serviço aguardado há mais de uma década, com expectativa de reforçar a rede de urgência e emergência e ampliar a assistência à população.

PT apoiará reeleição de Hugo Motta e Davi Alcolumbre no comando do Congresso

PT apoiará reeleição de Hugo Motta e Davi Alcolumbre no comando do Congresso

O PT vai apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos) à presidência da Câmara dos Deputados e de Davi Alcolumbre (União Brasil) ao comando do Senado. Nesta segunda-feira (26), os dois se reuniram com o presidente Lula (PT) no Palácio da Alvorada para discutir a renovação da aliança.

Lula aposta na permanência de Motta e Alcolumbre para articular uma base de apoio em um Legislativo que saiu das urnas com maioria ainda mais conservadora e com o fortalecimento do PL. A avaliação é que a parceria com os presidentes das Casas pode facilitar as negociações e a tramitação de projetos de interesse do Executivo.

A estratégia também prevê reaproximação com lideranças do Centrão, inclusive parlamentares que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial, relata o Estadão.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Coluna da terça-feira: Paulo Câmara entra no radar de Lula para comandar ministério em 2027

Coluna da terça-feira: Paulo Câmara entra no radar de Lula para comandar ministério em 2027

A trajetória política e administrativa do presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Paulo Câmara, acabou por colocá-lo entre os nomes credenciados para integrar o quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito em segundo turno no domingo (25) em uma vitória histórica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). Economista, auditor do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) e ex-governador por dois mandatos, Câmara construiu uma carreira marcada pela passagem por áreas estratégicas da gestão pública.

A experiência à frente das secretarias estaduais de Administração, Turismo e Fazenda, durante o governo Eduardo Campos, abriu caminho para chegar ao Palácio do Campo das Princesas, onde permaneceu entre 2015 e 2022. Agora, na presidência do BNB, ganhou ainda mais experiência administrativa e interlocução política que podem pesar em uma eventual escolha para o primeiro escalão federal.

Indiscutivelmente, a principal credencial de Câmara é justamente a combinação entre conhecimento técnico e experiência executiva. Enquanto governador, administrou por oito anos uma máquina complexa e enfrentou desafios fiscais, econômicos e sociais. Já enquanto presidente de instituição financeira estratégica para o financiamento da economia nordestina, conta com a oportunidade de fortalecer sua atuação no desenvolvimento regional, ampliando o crédito para pequenos empreendedores, agricultura familiar e setores produtivos.

Politicamente, Câmara também representaria na Esplanada dos Ministérios um nome com raízes em Pernambuco e experiência na relação entre governos estaduais e a administração federal. Em seu quarto mandato, Lula deverá considerar não apenas critérios técnicos, mas também a necessidade de fortalecer alianças, contemplar forças regionais e construir uma base política capaz de garantir governabilidade no Congresso.

Nesse cenário, o ex-governador reúne atributos que podem torná-lo uma alternativa assertiva. Sua trajetória demonstra familiaridade com orçamento público, gestão e desenvolvimento regional. É nesse equilíbrio entre experiência, confiança política e eficiência administrativa que reside a principal força de Paulo Câmara como possível ministro de Lula a partir de 2027.

Foco - O deputado estadual eleito, Fábio Aragão, do PSD, concedeu entrevista ao programa Cidade em Foco e revelou que pretende manter uma boa relação com os todos os prefeitos do Polo de Confecções. “O que tenho a fazer agora é trabalhar. Tenho certeza que os prefeitos não serão contrários a obras e investimentos que sejam destinados aos seus municípios. O que eu quero agora é trabalhar, o que passou na campanha, passou”.

Habilidoso e competente - Fábio ainda falou da reeleição do atual presidente da Câmara de Santa Cruz do Capibaribe, Augusto Maia. Segundo ele, Augusto foi muito habilidoso e competente na articulação da reeleição. “Ele conseguiu aprovar a reeleição e em seguida conquistou o apoio da grande maioria dos companheiros vereadores. Foi um processo muito democrático, pacífico e exitoso, tanto para ele, quanto para o nosso grupo”.

Pernambuco no Lula 4 - As especulações em torno da montagem do próximo governo do presidente Lula estão a todo vapor. Dentre os nomes especulados, quatro são de pernambucanos: O presidente do BNB, o ex-governador Paulo Câmara, Silvio Costa Filho, que ocupou o posto de ministro dos Portos e Aeroportos, o deputado federal Clodoaldo Magalhães e o ex-prefeito do Recife, João Campos.

Felicitações - E por falar em Lula, o deputado estadual eleito Zé de Irmã Teca parabenizou na manhã de hoje o presidente Lula por sua reeleição, conquistada neste domingo. “Que Deus abençoe o presidente Lula, reeleito para governar o nosso país. Agora é hora de unidade e paz, para que o Brasil possa encontrar os melhores caminhos e que nosso povo seja cuidado, respeitado e próspero”, disse ele.

Desistiu - Após afirmar que pediria a anulação da eleição, o senador Flávio Bolsonaro desistiu e agora focará na tentativa de cassar a chapa do presidente Lula. A alegação será de que a candidatura vencedora cometeu abusos de poder econômico e político durante a campanha.

Investimentos - Em entrevista à Coluna, o deputado federal e presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras, garantiu que o presidente Lula continuará com investimentos e obras importantes em Pernambuco mesmo sem ter tido o apoio oficial da governadora Raquel Lyra durante a eleição.

Efraim chama apreensão de passaporte de Flávio de antidemocrática

Efraim chama apreensão de passaporte de Flávio de antidemocrática

O senador Efraim Filho (PL) classificou como “antidemocrática” a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (26), afirmou não haver razões para a medida.

Moraes também proibiu Flávio de manter contato com o advogado Willer Tomaz e determinou a entrega, em até 24 horas, de eventuais documentos de viagem emitidos por outros países em nome do senador.

Flávio e Willer são investigados no STF por suspeita de lavagem de dinheiro. O advogado deixou o Brasil e passou a morar nos Estados Unidos. Flávio afirmou ter sido intimado pela Polícia Federal nesta segunda.

OAB suspende decisão que impede Deolane de exercer advocacia em SP

OAB suspende decisão que impede Deolane de exercer advocacia em SP

A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo) anulou, nesta segunda-feira (26), a decisão que suspendia o exercício da advocacia pela influenciadora Deolane Bezerra Santos. A medida havia sido imposta em junho e impedia a atuação profissional da advogada.

Na ocasião, a instituição determinou a suspensão do exercício da advocacia por um prazo inicial de 90 dias, com possibilidade de prorrogações sucessivas até o limite de 360 dias.

A decisão foi contestada por meio de recurso, que resultou na anulação da medida nesta segunda-feira.

Em nota, a OAB-SP informou que apura todas as infrações de que toma conhecimento, seja por meio de representaçõe ou de fatos divulgados publicamente, por meio do Tribunal de Ética e Disciplina.

A instituição ressaltou que os processos tramitam sob sigilo e, por isso, não pode fornecer informações sobre eventuais apurações ou instaurações.

A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Deolane e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

Presa por suposto envolvimento com o PCC

Deolane foi presa em maio deste ano, no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A influenciadora é suspeita de possuir envolvimento direto com a facção e ocupar uma posição de destaque na estrutura criminosa, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras.

Leia também: Investigação do Gaeco aponta ligação direta de Deolane Bezerra com PCC

Apurações apontaram que Deolane tinha vínculos estreitos - pessoais e negociais - com um dos gestores fantasmas da transportadora investigada pelas autoridades.

O objetivo da Operação Vérnix, terceira fase da investigação, era expor ainda mais o esquema mais amplo de lavagem de capitais.

A influenciadora, de acordo com a polícia, passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando do PCC.

Os levantamentos mostraram ainda o uso de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão.

Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos. Com informações da CNN.

Dengue: 3 milhões de adolescentes estão com vacinação incompleta

Dengue: 3 milhões de adolescentes estão com vacinação incompleta

Mais de 3 milhões de adolescentes que tomaram a primeira dose da vacina contra a dengue ainda precisam voltar aos postos de saúde para completar o esquema vacinal.

Como a vacina é aplicada em duas doses, a proteção completa só é adquirida após a segunda, que deve ser tomada três meses depois da primeira.

Os dados foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, em uma palestra na 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, realizada no Rio de Janeiro, na semana passada.

Gatti mostrou que mais de 11,8 milhões de doses já foram administradas em todo o país, sendo 7,6 milhões como primeira dose, e 4,2 milhões como segunda.

Além disso, quase 4 milhões de doses distribuídas aos municípios ainda não foram aplicadas. O diretor do PNI lembrou que, no verão, os casos de dengue costumam subir no Brasil, o que pode ocorrer de forma mais intensa nesta temporada, por causa do El Niño.

"Vacinar adolescente, sem eles terem percepção de risco, é muito difícil. No caso da dengue, o ideal é vacinar no período intersazonal [em que a incidência da doença é mais baixa], para que a pessoa entre na sazonalidade protegida", complementou.

Apesar de a farmacêutica japonesa Takeda, fabricante da vacina Qdenga, ter uma capacidade de produção que não atende a toda a população brasileira, o fornecimento para o público-alvo está garantido, afirmou Gatti.

Além das vacinas entregues em 2024 e 2025, o Brasil tem um contrato vigente que prevê a entrega de 9 milhões de doses este ano, e outras 9 milhões em 2027.

Disponível em todo o país

A vacinação contra a dengue no Brasil foi iniciada nos municípios mais afetados pela doença, avançando progressivamente, e já é feita em todo o país. O público-alvo são as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Eder explicou essa decisão durante a palestra. Quando a vacina foi incorporada pelo Sistema Único de Saúde, os dados que comprovavam sua segurança eram mais robustos para a faixa etária de 4 a 16 anos. Dentro desse universo, as chances de adoecer com gravidade são maiores entre 10 e 14 anos.

"Olhando para o que o mundo e o Brasil produziram de conhecimento nos últimos anos, nós já temos mais dados de segurança e continuamos olhando para isso com muita atenção. A ampliação para faixas etárias mais velhas é uma possibilidade, até um desejo, mas a gente precisa ter cuidado com as questões operacionais, orçamentárias e de segurança".

Vacina do Butantan

O diretor do PNI também esclareceu que a aplicação da vacina produzida pelo Butantan continua suspensa, após a identificação de três casos de dengue grave adquiridos após a vacinação, com dois óbitos, entre mais de 500 mil vacinados.

Ainda não está confirmado que a vacina tenha causado a doença, mas a coincidência temporal foi considerada um sinal de segurança pelo Ministério da Saúde, que decidiu suspender a vacinação em junho.

"Isso não cancela a vacina, mas nós temos a necessidade de avaliar com estudos complementares se, de fato, o sinal de segurança representa algo que compromete", acrescentou Gatti.

O diretor do PNI classificou a vacina do Butantan como "uma grande esperança para o país".

"É uma tecnologia nacional, e a nossa ideia era vacinar de 40 a 60 milhões de pessoas por ano, o que significa que, em três anos, nós conseguiríamos chegar a toda a população elegível do país. Mas, antes, precisamos sanar todas as lacunas geradas a partir desse sinal de segurança", explicou o diretor do PNI.