
O futebol pernambucano ganhou novas regras para enfrentar um problema que há muito tempo ultrapassa as quatro linhas: a violência e o racismo nos estádios.
De autoria do deputado estadual Joel da Harpa, a legislação que ficou conhecida como Lei Vini Jr. trouxe para o centro do debate a necessidade de responsabilizar quem transforma a paixão pelo futebol em espaço para preconceito, agressão e intolerância.
Inspirada na repercussão dos episódios de racismo sofridos pelo jogador brasileiro Vinícius Júnior, a iniciativa estabelece mecanismos para combater manifestações racistas e discriminatórias durante eventos esportivos.
A mudança representa um recado direto para quem frequenta estádios: a camisa do clube não pode ser usada como escudo para práticas criminosas ou atos de violência.
Para Joel da Harpa, que tem a segurança pública como uma das principais bandeiras de seu mandato, o enfrentamento da violência precisa acontecer também onde milhares de pessoas se reúnem para acompanhar seus times.
A atuação do parlamentar também avançou para a discussão sobre as próprias torcidas organizadas. Joel apresentou propostas voltadas ao cadastramento, identificação e responsabilização de integrantes de torcidas organizadas, além de mecanismos tecnológicos que podem auxiliar na identificação de pessoas envolvidas em episódios de violência.
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