quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Déficit de policiais acende alerta e reforça necessidade de recomposição dos efetivos, defende Joel da Harpa

Déficit de policiais acende alerta e reforça necessidade de recomposição dos efetivos, defende Joel da Harpa

O déficit de profissionais nas forças de segurança pública voltou a acender um alerta nacional sobre a capacidade dos estados em garantir policiamento e atendimento adequado à população. Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que as Polícias Militares brasileiras possuem apenas 65,7% dos postos previstos em lei ocupados. São 413,3 mil policiais em atividade diante de 628,7 mil cargos previstos. Nas Polícias Civis, o cenário é ainda mais preocupante: somente 55,2% das vagas estão preenchidas.

Em Pernambuco, o debate ganha ainda mais relevância. O Estado já vem realizando a incorporação de novos policiais. Em abril, por exemplo, mais de 2,1 mil novos policiais militares concluíram a formação referente ao concurso realizado em 2024. Para o deputado estadual Joel da Harpa, presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco, os números reforçam uma realidade que precisa ser enfrentada com planejamento, concursos públicos e valorização dos profissionais.

“Não existe segurança pública eficiente sem efetivo suficiente. O policial precisa ter condições de trabalhar, descansar e cumprir sua missão com segurança. Não podemos exigir cada vez mais dos nossos profissionais enquanto o número de policiais não acompanha as necessidades da população. Segurança pública se faz com inteligência, tecnologia, estrutura e, principalmente, com homens e mulheres suficientes nas ruas”, afirmou.

O parlamentar defende que a recomposição dos quadros deve ser tratada como uma política permanente de Estado, e não apenas como uma resposta emergencial aos períodos de aumento da criminalidade. Segundo o levantamento, a reposição de vagas não tem acompanhado o ritmo das aposentadorias, contribuindo para o envelhecimento e a redução dos efetivos. Joel da Harpa reforça que continuará defendendo investimentos nas corporações e políticas que garantam melhores condições de trabalho aos profissionais de segurança.

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