segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Defesa de Bolsonaro rebate empenho do STF em receber dados para proteger Moraes

Defesa de Bolsonaro rebate empenho do STF em receber dados para proteger Moraes

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira (14) o empenho do Supremo Tribunal Federal (STF), partindo de alguns ministros, em obter a íntegra e originalidade de documentos relacionados ao caso do Banco Master, em que o ministro Alexandre de Moraes é citado várias vezes pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

O ministro André Mendonça quebrou o sigilo das investigações da Polícia Federal (PF) há cerca de uma semana, gerando um grande desconforto na Suprema Corte.

Mendonça defende a abertura de uma investigação contra o colega da Corte, o que não foi muito bem recebido por ministros aliados de Moraes.

Segundo o advogado João Henrique de Freitas, que faz parte do corpo de defesa do ex-chefe do Executivo, ambas as defesas dos citados na Ação Penal 2668, intitulada de “trama golpista”, pediram a integralidade dos autos do processo em março de 2025, o que foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação.

“Enquanto o STF agora debate, com urgência e amplitude, o acesso a elementos probatórios quando os holofotes se voltam a um de seus próprios integrantes, o trâmite reservado a Jair Bolsonaro e aos demais envolvidos na “trama golpista” foi marcado por balizas bem mais estreitas. Naquele contexto, não custa lembrar, pedidos das defesas (todas!). “Para acessar a integralidade das mídias e dos acervos sob posse da PF, foram sucessivamente podados ou postergados”, disse o advogado no X (antigo Twitter).

A crise no Supremo se agravou, e nesta terça-feira (15) a Corte irá julgar o ministro Alexandre de Moraes por um suposto elo com o banqueiro mineiro. Os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino solicitaram com urgência, desde a última sexta-feira (11), a íntegra dos dados para embasar o mérito da denúncia.

Em outro vídeo resgatado do julgamento de Jair Bolsonaro, o advogado Celso Villardi sustenta no plenário da Primeira Turma que a defesa não teve acesso total aos dados da denúncia de suposta tentativa de golpe de Estado. Em setembro do ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Com informações do Diário do Poder.

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