
Como responsáveis pela supervisão da gestão dos Correios e da relação dele com o Orçamento da União, temos acompanhado a evolução do Plano de Reestruturação da estatal, lançado em dezembro de 2025.
De lá para cá, a empresa tem tomado medidas para reduzir suas despesas, ampliar sua receita operacional e equacionar seu fluxo de caixa.
No balanço do segundo trimestre de 2026, tornado público neste sábado, merecem destaque o alongamento e o barateamento da dívida, com a empresa tendo encerrado o semestre sem nenhum empréstimo vencendo no curto prazo, quitação de empréstimo mais oneroso e alongando a dívida de 18 para 180 meses.
Em paralelo, os custos dos serviços da empresa somaram R$7,6 bilhões no primeiro semestre, marca 14% abaixo da orçada para o período. Na mesma janela de tempo, o custo com pessoal recuou cerca de 4%, como reflexo do Plano de Demissão Voluntária. Ainda assim, o EBITDA ficou R$ 910 milhões (18%) melhor que o previsto.
Essa evolução só tem sido possível com a garantia de liquidez para os Correios, que tem permitido a recuperação operacional e a melhora no perfil da dívida.
Nesse sentido, cumprindo o acordo de empréstimos assinado ao final de 2025, o governo incluiu a previsão de um aporte de R$6 bilhões no caixa dos Correios no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2027, a ser enviado ao Congresso na próxima segunda-feira (31).
Com isso, a estatal terá maior estabilidade para seguir negociando com seus clientes e fornecedores, em direção ao bom andamento do seu Plano de Reestruturação e recuperação dos resultados financeiros positivos da empresa.
Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações
Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento
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