
Em entrevista ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou, nesta terça-feira (18), durante participação na Set Expo 2026, maior evento de Broadcast e New Media da América Latina, que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "atua incansavelmente" para que o Brasil consiga ocupar espaço de destaque na evolução tecnológica da radiodifusão. Diante da perspectiva do aumento do consumo de conteúdos por meio de plataformas digitais, o ministro disse que a "manutenção da informação confiável e de qualidade" segue como uma preocupação constante, e garantiu investimentos de R$ 2,7 bilhões para a TV 3.0.
O encontro acontece na cidade de São Paulo e se estende até amanhã quinta-feira (20) no Distrito Anhembi, na Barra Funda. Entre as principais atrações está o 38º Congresso de Tecnologia e Negócios de Mídia e Entretenimento.
Uma das preocupações do governo, segundo o ministro, é fortalecer o setor de radiodifusão frente ao avanço dos serviços e das empresas de tecnologia de streaming, tendo como base a manutenção da democracia, a redução da desigualdade social, o combate às fake news e a promoção do jornalismo profissional.
"Precisamos decidir de vamos deixar que as plataformas de streaming surfem essa onda na ampliação da infraestrutura digital, ou se o setor de radiodifusão vai assumir a liderança por meio da tevê conectada", disse Siqueira Filho ao referir-se à TV 3.0. Um dos principais investimentos no segmento para viabilizar a implantação da tecnologia é a expansão da infraestrutura digital no Norte do Brasil, com investimentos, por exemplo, em fibra ótica, satélites, data centers e cabos submarinos.
A TV 3.0 surge como uma nova tecnologia capaz de transformar o aparelho de televisão em uma plataforma interativa, deixando, de acordo com o ministro, "de ser apenas uma tela para assistir conteúdo e passando a ser, também, uma porta de entrada para serviços públicos governamentais", entre os quais o Gov.br e o SUS Digital, sob gerência da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).
"A tevê deixou de estar restrita às telas, e o rádio deixou de estar restrito aos aparelhos. Mas uma coisa permanece, a necessidade de manutenção da informação de qualidade e confiável. [...] Modernizar a televisão aberta não significa substituir aquilo que ela representa, significa prepará-la para o próximo capítulo. E esse próximo capítulo precisa ser digital, interativo, conectado e acessível, mas, acima de tudo, universal e gratuito", pontuou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário