
O piloto e influenciador Lito Sousa vive uma corrida contra o tempo para enfrentar a rápida evolução da doença de Creutzfeldt-Jakob. A esperança está em um tratamento alternativo experimental no exterior.
A esposa do piloto, a empresária e criadora de conteúdo Mila Seidl, se esforça para encontrar uma pesquisa capaz de interromper ou desacelerar o avanço do quadro. Segundo ela, a doença já comprometeu tanto a mobilidade quanto a visão de Lito.
A empresária publicou, em suas redes sociais, que o marido deve passar por uma entrevista em um centro médico de Nashville, nos Estados Unidos. Além dessa avaliação, a família também tenta estabelecer contato com a Mayo Clinic para encaminhar toda a documentação necessária. "O nosso médico também está em contato com o da Mayo Clinic para passar os relatórios médicos para eles", explicou.
Instituições na Europa também estão sendo procuradas. Mila citou um instituto da Europa, que já está na fase 3 das pesquisas, o que possibilitaria o uso de medicamentos, e não mais de placebos. "Esse é muito importante, porque eles estão na fase 3, então é o remédio no braço mesmo, não tem placebo. A gente teve resposta que eles não estão recrutando no momento, mas isso já tem alguns dias atrás", ressaltou.
A criadora de conteúdo também esclareceu alguns detalhes que estavam sendo divulgados de forma equivocada. Esclareceu, por exemplo, que Lito não está em uma lista de espera em Harvard. "Eles (Harvad) vão abrir em 20 de outubro (a lista de espera) e falaram que poderiam avaliar no dia 20 se ele (Lito) seria elegível para poder participar da lista", corrigiu.
Ontem, Mila voltou a aparecer nas redes sociais, demonstrando preocupação com o tempo que pode demorar para encontrar tratamento para seu esposo. Segundo ela, em um dos estudos, para Lito ser elegível, é necessário ter classificação de 15 pontos entre 0 a 20 pontos.
"Lito já está em 16 (pontos). É um tic-tac horrível. Não faz sentido a gente levar ele, se ele perder algum tipo de cognição, porque o que perder não volta. Eu continuo aqui pedindo para a gente manter a pressão", avisou.
A empresária destaca a importância do Itamaraty e do Governo Federal, para tentar intervir e garantir o direito à saúde e a vida de um cidadão. Ela reforça que o tratamento não está no Brasil. "Por favor, me ajudem. A gente precisa manter hoje (a pressão), eu não tive retorno da Ionis (farmacêutica), mesmo a gente invadindo o instagram deles. Obrigada", concluiu.
Apoio do governo
Nas redes sociais, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comentou que está em contato com a família do influenciador. Mila confirmou o contato do ministro, mas destacou que as autoridades da pasta ainda não conseguem contribuir com algum tipo de auxílio.
"De fato, ele (Padilha) falou tudo bem, precisa de alguma coisa, eu falei o que precisava, mas ele também não consegue ajudar, pelo que eu entendi, em nada aqui dentro (do Brasil)", relatou.
O deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) enviou, domingo, um ofício ao Ministério da Saúde, à Presidência da República e ao Itamaraty, solicitando uma articulação diplomática urgente para a inclusão emergencial do Lito nos ensaios clínicos globais para o tratamento da doença.
"Diante da corrida contra o tempo, a inclusão de Lito nesses protocolos não é apenas a busca pelo direito inalienável à vida, mas uma oportunidade de colocar sua trajetória a serviço da ciência global, auxiliando na descoberta de caminhos terapêuticos para uma enfermidade que devasta famílias em todo o mundo", destacou. Com informações do Correo Braziliense.
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