
O esforço concentrado da Câmara dos Deputados e do Senado devem levar à pauta de votação desta semana cinco projetos que pautam o debate das eleições presidenciais, como o fim da jornada 6×1 e da chamada “taxa das blusinhas” que cobra imposto nas compras de até US$ 50 em plataformas digitais.
As matérias com apelo popular mobilizam o Congresso Nacional por atrair capital eleitoral, mesmo sob resistência do setor produtivo. E foram alvo de articulação entre o presidente Lula (PT) e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que disputam a reeleição em outubro.
As conversas viabilizaram agilizar o texto quer extinguir a jornada de trabalho de seis dias para um de descanso, que deve ser pautado para votação na quarta-feira (2), na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, com a possibilidade de ser votada no Plenário, sem alterações no texto aprovado pela Câmara, como garantiu o relator da proposta, senador Omar Aziz (PSD-AM), que disputa o governo do Amazonas.
Já a proposta pelo fim das “taxa das blusinhas” levará a Medida Provisória para ser apreciada pela comissão mista de deputados e senadores, às 16h desta segunda-feira (31), com a apresentação de parecer da relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF). A perspectiva é de que haja votação na própria comissão, porque a MP perde a validade em 8 de setembro. E sua efetiva aprovação depende de votações nos plenários da Câmara e do Senado.
O apelo eleitoral une esforços dos dois campos políticos da esquerda e da direita, que polarizam as eleições presidenciais. Porque o desgaste eleitoral de rejeitar ou adiar a definição destes temas tem sido usado como argumento para o eleitorado reprovar as mudanças com alta popularidade. E o setor produtivo tem pressionado para que ambos os temas sejam debatidos com serenidade, longe das emoções da disputa eleitoral. Com informações do Diário do Poder.
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