segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Depoimento indica trama petista para forjar acusação de estupro contra vice de Flávio

Depoimento indica trama petista para forjar acusação de estupro contra vice de Flávio

Um boletim de ocorrência registrado na Polícia Legislativa Federal da Câmara dos Deputados aponta para a suspeita de uma trama destinada a fabricar uma acusação de estupro contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), hoje vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

A trama envolveria diretamente o deputado federal Lindbergh Farias (PT), ex-líder do PT na Câmara e um dos principais integrantes da tropa de choque governista. O caso foi revelado pelo portal Metrópoles, mas O Antagonista traz novos detalhes dessa história.

Em 27 de março deste ano, o Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) levaram à Polícia Federal uma notícia de fato contra o parlamentar, acusando-o de estupro de vulnerável e tentativa de ocultação dos fatos no último dia de sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Gaspar negou a acusação. Hoje, o caso está em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes.

O caso começou a ser descoberto em 14 de abril, quando a assessora de Gaspar, Marise Pena, relatou à Polícia Legislativa ter recebido uma ligação de Luiz Antonio Lopes. Segundo ela, o homem afirmou ter conhecimento de uma armação envolvendo uma jovem que assumiria identidade falsa e receberia dinheiro para sustentar uma história de abuso sexual contra o parlamentar.

Lopes, em 23 de abril, confirmou em depoimento à Polícia Legislativa que conheceu uma jovem chamada Marcela, que teria sido orientada a se apresentar como “Jailma”, suposta mulher de origem nordestina que teria sido abusada por um político quando adolescente e engravidado em decorrência do crime. Marcela fora convencida, segundo Lopes, por um suposto assessor parlamentar de nome Lucas, ligado à prefeitura de Nova Iguaçu, berço político de Lindbergh.

O depoente afirmou ainda que sua própria conta bancária foi utilizada para receber valores destinados a Marcela. Foram três supostos pagamentos: um de 10 mil reais, um de 4 mil reais e um terceiro de 2,5 mil reais.

Chama a atenção no depoimento é que um desses pagamentos feitos a Marcela, o de 4 mil reais, por intermédio de Lopes ocorreu pela conta de Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer. Carlos Roberto chegou a ser preso por determinação da CPMI do INSS por mentir ao colegiado.

No depoimento, Luiz Antônio Lopes narra que Marcela chegou a fazer uma reunião pelo Google Meet em que supostamente teria a participação de Lindbergh Farias.

“Marcela viabilizou uma reunião virtual realizada por meio da plataforma Google Meet, ocasião em que estavam presentes o próprio Lindbergh Farias, Carlos Roberto Lopes, um vereador de Nova Iguaçu/RJ conhecido como “Toninho da Padaria”, além de outras pessoas não identificadas; QUE, durante essa reunião, Marcela cobrou o pagamento que lhe havia sido prometido, tendo sido informada de que o valor seria providenciado, o que de fato ocorreu por meio de terceiros; QUE os pagamentos eram feitos, em regra, por outras pessoas, aparentemente para evitar que os principais envolvidos figurassem diretamente nas transações; QUE, segundo sua percepção, o declarante acredita que Lindbergh Farias parecia ter ciência do contexto tratado nas reuniões e integraria o conjunto de pessoas que discutiam os desdobramentos da narrativa”, aponta o boletim de ocorrência.

“Quando Lindbergh Farias levou adiante a acusação pública ao longo dos trabalhos da CPMI, caiu a ficha para o denunciante sobre a efetiva trama em curso; QUE o plano, conforme compreendeu, consistia em apresentar a falsa vítima Marcela, sob o nome de “Jailma” e, num segundo momento, fazê-la desaparecer, para depois sustentar publicamente que o relator da CPMI do INSS teria mandado sumir com ela, aprofundando a suspeita e o desgaste político”, acrescenta o boletim de ocorrência. Com informações de O Antagonista.

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