
Famoso pela música/meme Caneta Azul, o humorista Manoel Gomes (Avante, foto) apresentou seus propostas para a candidatura a deputado federal em São Paulo na eleição deste ano.
Além de prometer o aumento do salário mínimo para 2.500 reais, o candidato se disse a favor do fim da escala de trabalho 6x1, uma das bandeiras eleitoreiras do governo Lula, e prometeu criar o programa "Bolsa Caneta Azul", "para ajudar os pequenos artistas".
O candidato não deu mais detalhes do que isso sobre a proposta.
Ao fim do vídeo em que apresenta as propostas, Manoel Gomes canta a música que o tornou conhecido nacionalmente. Ele tem seis milhões de seguidores no Instagram.
Efeito Tiririca
Caneta Azul, como é conhecido, é uma das maiores apostas da eleição deste ano para puxar votos, como destacou reportagem de Crusoé da edição da semana passada, que trata do "efeito Tiririca".
"Como essas pessoas já chegam às campanhas com notoriedade, os partidos reduzem o esforço para torná-las conhecidas", explicou o cientista político Roberto Beijato Júnior, da PUC-SP.
A aposta dos partidos é de que os eleitores insatisfeitos troquem o voto nulo ou branco por algum tipo de voto de protesto, que pode acabar caindo no candidato mais bizarro que ele encontrar.
Caneta Azul se destaca nesse universo dos puxadores de voto, por ter ficado famoso num espectro do humor próximo ao de Tiririca. E ele conseguiu até um vídeo ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
"É isso aí, gente. Olha só o ‘Caneta Azul’, uma pessoa que venceu pela arte e agora está colocando seu nome à disposição para fazer a diferença em outro campo também”, disse o governador na gravação.
Tiririca vem conseguindo se reeleger desde sua primeira campanha a deputado federal em 2010, ainda que com números menores de voto a cada eleição, e o humorista não tem exatamente se destacado por seu desempenho como parlamentar.
A conferir se a maior aposta entre os puxadores de voto populares renovará nesta eleição a estratégia dos partidos de atrair a atenção do eleitor pela notoriedade, por pior que pareçam os candidatos. Com informações de O Antagonista.
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