quarta-feira, 29 de julho de 2026

PF amplia investigação sobre suposto esquema com emendas parlamentares em Petrolina

PF amplia investigação sobre suposto esquema com emendas parlamentares em Petrolina

Polícia Federal (PF) investiga novos desdobramentos da Operação Vassalos, deflagrada em fevereiro, que teve como alvos o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho (União Brasil), ambos filhos do ex-senador.

Na primeira fase da operação, foram autorizados 42 mandados de busca e apreensão.

Parte do material recolhido já passou por perícia. Ainda assim, investigadores buscam novas evidências sobre um suposto esquema de desvios envolvendo emendas parlamentares destinadas à Prefeitura de Petrolina, no interior de Pernambuco.

Durante as apurações, a PF identificou indícios da atuação de uma organização criminosa que teria utilizado emendas parlamentares, termos de execução descentralizada (TEDs) e influência política sobre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para direcionar recursos federais ao município e beneficiar uma empreiteira ligada a familiares do grupo político dos Coelho.

A suspeita dos investigadores é de que os recursos federais tenham sido concentrados em contratos de pavimentação executados posteriormente pela Liga Engenharia.

De acordo com a PF, entre 2017 e 2021, Petrolina recebeu R$ 143,2 milhões em repasses federais por meio de convênios com o antigo Ministério do Desenvolvimento Regional e a Codevasf. Desse total, R$ 135 milhões — cerca de 94% — foram destinados a obras de pavimentação e recapeamento de vias públicas.

A polícia afirma que a Liga Engenharia se tornou a principal beneficiária desses contratos. Segundo os investigadores, a empresa recebeu mais de R$ 100 milhões em empenhos da Prefeitura de Petrolina desde 2017, sendo ao menos R$ 22 milhões provenientes de recursos transferidos pela Codevasf.

Após a deflagração da operação, agentes da PF realizaram perícias em celulares, contratos, documentos, itens pessoais e outros materiais apreendidos.

Integrantes da corporação envolvidos no caso apontam a necessidade de aprofundar a investigação sobre a suposta engenharia de transferência de recursos públicos atribuída ao grupo político ligado à família Coelho. Com informações de O Antagonista.

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