segunda-feira, 6 de julho de 2026

Paciente do SUS na Amazônia passa por primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância em hospital filantrópico

Paciente do SUS na Amazônia passa por primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância em hospital filantrópico

Um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) entrou para a história da medicina brasileira nesta terça-feira (30) ao ser submetido à primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância realizada em um hospital filantrópico do país. O procedimento conectou, em tempo real, as unidades Amazônia, em Porto Velho (RO), e Barretos (SP), do Hospital de Amor, permitindo que a equipe médica acompanhasse e comandasse a cirurgia a quase 2.700 quilômetros de distância.

O procedimento, realizado para tratar um câncer de reto, representa um novo marco na integração entre conectividade, inovação e saúde pública. Em Barretos, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, acompanhou a operação e destacou o potencial da tecnologia para ampliar o acesso da população a tratamentos de alta complexidade.

“Essa cirurgia representa a concretização de um compromisso do presidente Lula de utilizar a conectividade para ampliar o acesso da população aos procedimentos médicos mais avançados. É a tecnologia aproximando especialistas de pacientes que vivem longe dos grandes centros e mostrando que a transformação digital também salva vidas”, afirmou o ministro.

Para garantir a segurança do procedimento, os ministérios das Comunicações e da Saúde, em parceria com o Hospital de Amor, desenvolveram um protocolo específico de conectividade para telecirurgias robóticas. A operação utilizou duas conexões independentes de fibra óptica, redundância em 5G e uma rede dedicada por VPN, assegurando estabilidade e resposta em tempo real durante toda a cirurgia.

Um dos principais requisitos foi manter a latência abaixo de 100 milissegundos, tempo entre o comando realizado pelo cirurgião remoto e a resposta do robô no centro cirúrgico, padrão considerado essencial para esse tipo de procedimento.

Enquanto a equipe presencial, em Porto Velho, ficou responsável pelo suporte ao paciente e pela condução assistencial, os especialistas em Barretos acompanharam toda a cirurgia e puderam assumir o controle dos instrumentos robóticos remotamente.

Além do ineditismo tecnológico, a iniciativa demonstra como a expansão da infraestrutura de telecomunicações pode reduzir desigualdades regionais ao levar procedimentos altamente especializados para áreas distantes dos grandes centros, beneficiando pacientes atendidos exclusivamente pelo SUS.

“Realizar essa cirurgia coloca o Hospital de Amor como o primeiro hospital filantrópico, 100% SUS, a realizar uma telecirurgia robótica em um paciente com câncer a uma distância tão significativa. Mais do que um avanço tecnológico, esse é um passo importante para ampliar o acesso da população do SUS a procedimentos de alta complexidade”, afirmou o diretor de Inovação do Hospital de Amor, Luis Gustavo Romagnolo.

Sobre o Hospital de Amor

Referência nacional em oncologia, o Hospital de Amor oferece atendimento 100% gratuito pelo SUS. Em 2025, realizou mais de 2 milhões de atendimentos, entre consultas, exames e procedimentos, beneficiando mais de 613 mil pacientes de 2.711 municípios brasileiros. A instituição atua nas áreas de prevenção, tratamento, pesquisa, ensino, reabilitação e inovação, sendo uma das principais referências em assistência oncológica da América Latina.

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