Vereadora criticou posicionamento do PL durante votação na CCJ da PEC que trata sobre o fim da escala 6x1.
A vereadora do Recife pelo PT e pré-candidata a deputada federal, Liana Cirne, criticou, em suas redes sociais, a declaração do líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, durante a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1 no Brasil.
Na ocasião, o parlamentar, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que a redução da jornada de trabalho poderia ser prejudicial ao país. Como alternativa, defendeu a negociação direta entre empregador e empregado, além de um modelo de remuneração baseado no princípio “hora trabalhada, hora recebida”, que, segundo ele, seria mais moderno e compatível com formatos flexíveis de trabalho.
Em resposta, Liana Cirne fez duras críticas ao posicionamento, classificando a proposta como desconectada da realidade dos trabalhadores brasileiros. Para a vereadora, a ideia de uma negociação equilibrada entre patrão e empregado não se sustenta na prática.
“Para o partido de Bolsonaro, o trabalhador tem que viver para o patrão até a exaustão. Para eles, o fim da escala 6x1 não deve ser uma urgência… aumento para eles, sim; para o trabalhador, espera de anos por uma mínima redução da jornada de trabalho. Ainda criam esse conto de fadas de negociação entre empregador e empregado. Uma piada. Absurdo!”, declarou.
A fala da parlamentar se insere no debate nacional sobre as condições de trabalho e a revisão da jornada semanal, tema que tem mobilizado diferentes setores políticos e sociais em todo o país.
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