A vereadora de Olinda, Eugênia Lima, participou neste domingo (14) do ato nacional realizado no Recife contra a anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de oito de janeiro e contra propostas que buscam atenuar possíveis penas do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em seu discurso, a parlamentar reforçou a importância da mobilização popular na rua como eixo central da defesa da democracia brasileira.
Diante de apoiadores e militantes, Eugênia afirmou que o enfrentamento aos retrocessos não pode se limitar às redes sociais. “A gente não pode mais ficar só no Instagram. A luta não é só virtual. É na rua, é no contato com o povo, na padaria, na parada de ônibus, que a gente muda a história”, declarou.
A vereAdora destacou que a presença popular nas ruas é fundamental para barrar projetos que, segundo ela, ameaçam direitos e enfraquecem as instituições democráticas. “É nas ruas que a gente vai combater esse projeto que quer acabar com a democracia”, afirmou.
Durante a fala, Eugênia chamou atenção para o debate sobre a regulamentação das big techs, apontando a falta de controle sobre as plataformas digitais como um risco à democracia. Segundo ela, a ausência de regras favorece a disseminação de desinformação e o distanciamento entre representantes e a população. “No ano que vem, temos um desafio enorme sem a regulamentação das big techs. Nossa principal ferramenta de luta é as ruas”, disse.
A parlamentar também ressaltou a necessidade de eleger um Congresso comprometido com as pautas e alinhado ao governo federal. “Sem uma base forte no Congresso, o presidente Lula não consegue governar o país como o Brasil precisa”, afirmou.
Eugênia ainda criticou propostas de privatização de serviços públicos essenciais, como o transporte coletivo, e relembrou sua atuação na Câmara Municipal de Olinda. “Fui a única vereadora de esquerda que votou contra o título concedido a Bolsonaro. Não foi fácil, mas foi uma posição de coerência com tudo o que eu defendo”, declarou.

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