segunda-feira, 2 de novembro de 2015

FILHO E NORA DE PEDRO CORRÊA DEVEM ACIONAR A UNIÃO



Após a absolvição de Fábio Corrêa e de Márcia Danzi Corrêa, filho e nora do ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), a defesa estuda a possibilidade de ingressar com uma ação de reparação de danos contra a União referente as acusações de estarem ligados ao esquema de desvios  e corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato; na mesma ação, o juiz federal do Paraná Sérgio Moro condenou o ex-deputado a cumprir uma pena 20,7 de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro; "É o capítulo final de um verdadeiro pesadelo vivido por Fábio e Márcia nesses últimos meses", disse o  advogado Plínio Nunes

Pernambuco 247 - A defesa de Fábio Corrêa e de Márcia Danzi Corrêa, filho e nora do ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), devem ingressa com uma ação de reparação de danos contra a União após terem sido inocentados das acusações de estarem ligados ao esquema de desvios  e corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato. Em sentença promulgada nesta quinta-feira (29), o juiz federal do Paraná Sérgio Moro condenou o ex-deputado a cumprir uma pena 20,7 de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na mesma sentença ele absolveu Fábio Corrêa e Nora Danzi. O Ministério Público Federal ainda pode recorrer da decisão.

Fábio foi acusado de lavagem de dinheiro por atuar como intermediário do recebimento de dinheiro no escritório do doleiro Alberto Youssef a pedido de Pedro Corrêa. O dinheiro seria originário do esquema de corrupção e de desvios em contratos da Petrobras. O juiz Sérgio Moro, porém, rejeitou a acusação. Márcia foi acusada de receber os recursos do esquema em suas contas bancárias pessoais.

"É o capítulo final de um verdadeiro pesadelo vivido por Fábio e Márcia nesses últimos meses. Eles tiveram sua intimidade devastada com quebras de sigilos bancário, fiscal e telefônico, tiveram a casa vasculhada pela polícia federal e os nomes estampados nos jornais do Brasil inteiro. Foram desde o início tratados como culpados, mesmo que nenhuma prova existisse contra eles. Ainda que tardiamente, a Justiça corrigiu o erro e reconheceu sua inocência. Eles jamais tiveram qualquer participação no esquema investigado na Lava Jato", disse o advogado criminalista pernambucano Plínio Nunes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário