segunda-feira, 19 de outubro de 2015

'CRISE TEM QUE SER RESOLVIDA POR UM CAMINHO OU POR OUTRO'


Para o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), a indefinição quanto à permanência da presidente Dilma Rousseff à frente do Executivo brasileiro só "atrapalha porque está todo mundo aguardando um desfecho dessa crise política para tomar as medidas que precisam ser tomadas. O Brasil está parado, andando para trás, com ausência de definição e de caminhos. É importante que haja definições em que as instituições voltem a funcionar. A gente quer que seja resolvido, por um caminho ou outro, mas que seja resolvido"; o socialista disse, ainda, que "uma coisa é o parecer do TCU e outra coisa é o impedimento da presidente. São fatos distintos e têm que ser analisados. A presidente só pode ser afastada por crime de responsabilidade", avaliou

Pernambuco 247 - O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) afirmou que a indefinição quanto à permanência da presidente Dilma Rousseff à frente do Executivo brasileiro só amplia a crise política e econômica. Segundo o socialista, a situação tem que ser resolvida "por um caminho ou por outro".  Câmara, juntamente com os govenadores do Distrito Federal e da Paraíba, Rodrigo Rollemberg e Ricardo Coutinho, respectivamente, é uma das vozes mais atuantes na defesa de que não existem elementos suficientes para a abertura de um processo de impeachment contra Dilma.

Câmara avalia que a atual indefinição "atrapalha porque está todo mundo aguardando um desfecho dessa crise política para tomar as medidas que precisam ser tomadas. O Brasil está parado, andando para trás, com ausência de definição e de caminhos. É importante que haja definições em que as instituições voltem a funcionar. A gente quer que seja resolvido, por um caminho ou outro, mas que seja resolvido".

Ele também ressalta que o parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) reprovando as contas do governo Dilma referentes ao ano de 2014 é algo distinto de um processo de impeachment.  "Uma coisa é o parecer do TCU e outra coisa é o impedimento da presidente. São fatos distintos e têm que ser analisados. A presidente só pode ser afastada por crime de responsabilidade", falou.

"A bancada vai ter todo o cuidado de analisar o parecer do TCU, que é um parecer consistente, que recomenda a rejeição das contas. É um parecer que tem que ser observado e respeitado, tanto é que o quórum para derrubar um parecer do TCU é qualificado. A bancada, se seguir o parecer do TCU, reconheço que é uma decisão acertada. É a decisão de um órgão técnico que quer que fatos como esses não se repitam", observou.

Sobre a abertura de um processo de impeachment, ele disse que este "é um processo que vai tramitar na Câmara, passar por comissões, receber as análises. A bancada, no momento certo, vai seguir as orientações do seu líder, que está sempre conversando com o partido".

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