O tradicional feriado de 7 de setembro no município de Brejo da Madre de Deus foi marcado pelo sentimento de desrespeito à tradição local.
Acostumados com a beleza e encantos que envolvia a saudável competição entre escolas da rede pública e particulares de ensino, os moradores se questionam sobre os motivos que levaram a atual gestão municipal a dar fim a uma tradição que além de tudo aquecia a economia local. Segundo moradores os argumentos apresentados não correspondem à realidade vivida na região. “O prefeito alegou que vai usar o dinheiro do desfile para reformar as escolas. Até agora, não encontrei nenhuma reforma, sem falar que ele não pode amputar nossa cultura e nome de ações que sabemos que existe verba própria para elas”, declara indignada a senhora Maria José, moradora de São Domingos.
Segundo um estudo realizado pelo instituto de pesquisas norte-americano Pew Research Center, o ato de celebrar datas em homenagem à pátria, traz ao cidadão a importância de lutar por seu território, o orgulho de ser patriota e lembranças históricas das conquistas realizadas por sua pátria.
Uma outra pergunta que paira - não no inconsciente mas no consciente coletivo - é se a gestão do governo municipal tem sido pautada em uma mera rivalidade política com o antecessor, que mostrava respeito às tradições locais do Brejo, ou seja, o que o antecessor fazia, o atual governo simplesmente desfaz, desconsiderando a importância da cultura local e passando por cima das tradições e da história popular.
Diante disso ficam as seguintes questões em aberto: Onde ficará a referência histórica e acadêmica das comemorações de 7 de setembro nas crianças do Brejo da Madre de Deus?
Será que rivalidades políticas valem mais que a cultura e tradição de um povo?
E onde fica o crescimento econômico de um comércio que vive basicamente de datas especiais?
Isso é justo?
Isso é correto?
O Governo tem o direito de impor o que é importante ou não para o seu povo?
Onde fica a democracia e o direito de promover o desenvolvimento e a cultura de nossa gente?
Pois bem, ficamos aqui aguardando que um dia o povo volte a ser ouvido e que tenhamos tempo para resgatar a nossa cultura e manter viva em nossas crianças a nossa história, sem a medíocre política que age apenas em desfavor do povo do Brejo.
Erivaldo Alves

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